COMUNIDADE

Balanço da produção acadêmica do campus marcou solenidade pela data. Docentes destacaram avanços nas áreas de pesquisa e extensão

 


Homenagem a trabalhadores marcou evento comemorativo pelos 12 anos da FUP. O diretor Marcelo Bizerril e a reitora Márcia Abrahão entregaram ao servidor aposentado José William da Silva certificado reconhecendo sua dedicação à Universidade. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

“Não tem como vir aqui e não ver passar um filme em minha cabeça”. As memórias a que se refere a reitora Márcia Abrahão remetem a lembranças de quando ela ainda era decana de Ensino de Graduação e participava de discussões sobre os primórdios da Faculdade UnB Planaltina (FUP) e do curso de Licenciatura em Educação do Campo.

 

De lá para cá, muitos avanços se fizeram perceptíveis na consolidação do campus. A ampliação das instalações, do número de cursos e de vagas destinadas, além da estruturação do quadro docente e de técnicos administrativos – atualmente, eles totalizam 116 e 52, respectivamente – foram apenas alguns dos passos dados para fortalecer a presença da UnB na quinta região administrativa mais populosa do Distrito Federal.

 

Essas e outras conquistas foram rememoradas durante as atividades comemorativas pelos 12 anos da FUP, nesta quarta-feira (16), no auditório do campus. Representantes da Reitoria e da gestão da faculdade, comunidade externa e autoridades prestigiaram a abertura da programação pela manhã, momento em que foi apresentado o saldo positivo da produção acadêmica.

 

Inaugurada em maio de 2006, a faculdade foi pensada a partir do potencial de aproximação da Universidade com a comunidade local e movida pelo intuito de romper os muros da instituição, na articulação de saberes acadêmicos e populares. “Desde o início, a FUP teve essa característica, que se mantém até hoje. Ela teve todo o desafio de pensar o ensino e a pesquisa, mas também esteve o tempo todo olhando para a sociedade”, destacou Márcia Abrahão.

 

Ao trazer um breve retrospecto da implantação das universidades no Brasil, o diretor da unidade, Marcelo Bizerril, citou o fenômeno de multiplicação de instituições nas últimas décadas, sobretudo com o processo de interiorização do ensino superior, do qual o campus fez parte. “A FUP surgiu em um momento de retomada das universidades federais, tendo um papel muito importante nessa história”, afirmou o docente.

 

Professores e técnicos administrativos que atuaram no campus foram homenageados durante a solenidade. Representando os colegas, o servidor aposentado José William da Silva recebeu das mãos da reitora e do diretor da FUP certificado em reconhecimento ao trabalho desempenhado na Universidade.

 

Confira abaixo a mensagem da reitora Márcia Abrahão à comunidade da FUP:

 

BALANÇO – Atualmente, o campus possui quatro cursos de graduação, quatro de mestrado e um de doutorado, os quais contemplam cerca de 1.300 estudantes – 1.150 somente da graduação. A produção acadêmica também tem avançado nos últimos anos: somam-se 93 projetos de pesquisa – 40 deles iniciados em 2017 – e 51 ações de extensão cadastradas, o que corresponde a um quarto das iniciativas extensionistas desenvolvidas na UnB. Todos com abrangência nacional e internacional.

 

Além disso, a quantidade de publicações científicas tem aumentado: até 2017, o número de artigos publicados chegou à casa dos 500. “A FUP faz pesquisas de ponta, alinhadas aos objetivos sustentáveis da Cúpula das Nações Unidas. Geramos conhecimento que impacta diretamente na sociedade”, ressaltou a professora e líder da assessoria de pesquisa da FUP, Tatiana Barbosa.

 

Para que conquistas como essas continuem se tornando realidade, a comunidade acadêmica mantém diálogo permanente com diversos segmentos da sociedade. Essa atuação se ampliou ao longo dos anos, extrapolando a região do campus e abrangendo outras localidades do entorno, além de diferentes comunidades, como as escolares e as dos povos tradicionais.

 

“Além de levar o conhecimento à sociedade, temos a função de construir de modo horizontal os processos, experiências, intercâmbios científicos e culturais com uma série de comunidades e territórios”, explicou o professor e coordenador de extensão da unidade, Rafael Villas Bôas. Apesar da excelência alcançada nesse âmbito, o docente enxerga alguns desafios pela frente, como o fortalecimento da interlocução da faculdade com o poder público.

Futuro promissor: durante evento comemorativo pelos 12 anos da FUP, professora Mônica Molina apresentou proposta do Observatório da Educação do Campo, iniciativa em rede com 10 universidades no país. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

PRODUÇÃO – Aprogramação teve continuidade no período da tarde, quando a comunidade acadêmica pôde conhecer um pouco mais da diversidade da produção acadêmica do campus, a partir de apresentação temática das ações de ensino, pesquisa e extensão de diferentes áreas do conhecimento.

 

Questões agrárias e ambientais ocupam lugar de destaque entre os focos de atuação das iniciativas promovidas pela FUP. Entre elas, está o Observatório da Educação do Campo, projeto do Centro Transdisciplinar de Educação do Campo (CTEC) da FUP, desenvolvido com apoio da Capes. Com abrangência nacional, o observatório está articulado em uma rede com dez instituições de ensino superior do país.

 

“Pesquisamos as condições de formação dos educadores que atuam com a educação do campo e a formação dos profissionais das ciências agrárias, com ênfase na relação da agricultura familiar camponesa”, explica a coordenadora do projeto, Mônica Molina. A partir dessas pesquisas, o projeto busca ainda subsidiar a elaboração de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento rural.

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